Desde 3 de agosto de 2026, todas as empresas fora do Simples Nacional são obrigadas a preencher os campos de IBS e CBS na NF-e, na NFC-e, no CT-e e nos demais documentos fiscais eletrônicos — prazo definido pelo Ato Conjunto RFB/CGIBS nº 4, de 30/07/2026, dentro da fase de testes da reforma tributária sobre o consumo. Quem sente esse peso no dia a dia não é só o setor fiscal do cliente: é o escritório de contabilidade, que precisa ajustar sistema, reclassificar operações e orientar cada empresa atendida sobre um preenchimento que, se errado, pode travar a emissão da nota.
Mais uma camada de trabalho que raramente está no contrato original
O escopo de serviço combinado com o cliente há um, dois ou cinco anos dificilmente previa “adequar toda a base de notas fiscais a um novo modelo de tributação em transição até 2033”. Escritórios menores, em especial, absorvem esse trabalho extra por conta própria — e só percebem depois que o volume de horas cresceu sem que o contrato (ou os honorários) tenha acompanhado.
É um padrão que se repete a cada mudança relevante de legislação: primeiro vem a obrigação técnica (parametrizar sistema, testar emissão, corrigir rejeição), só depois — se sobrar tempo — vem a conversa comercial sobre se aquilo deveria estar incluído no honorário atual ou tratado como serviço adicional. Quando essa conversa não acontece, o escritório segue prestando um serviço maior do que o contratado, mês após mês, sem nenhum documento que respalde isso.
O contrato escrito já é uma exigência do próprio CFC
A Resolução CFC nº 1.590/2020 já obriga o profissional ou a organização contábil a manter, por escrito, contrato de prestação de serviços com cada cliente — não é uma boa prática opcional. O contrato precisa conter, no mínimo:
- Descrição detalhada de cada serviço prestado, avulso, eventual ou permanente.
- Valor dos honorários por serviço e a forma/periodicidade de reajuste.
- Cláusula de rescisão com prazo de aviso prévio.
Na prática, boa parte dos escritórios tem esse contrato assinado uma vez, no início do relacionamento, e nunca mais revisado — mesmo quando o escopo do serviço muda de forma relevante, como agora com as novas obrigações da reforma tributária.
Por que agora é o momento de atualizar (não só assinar de novo)
Formalizar um aditivo que reflita o novo escopo — tempo extra de adequação de sistema, orientação sobre preenchimento de IBS/CBS, acompanhamento das próximas datas (1º de dezembro de 2026 para mais documentos e serviços, 1º de janeiro de 2027 para as empresas do Simples Nacional) — protege o escritório de dois lados: deixa claro para o cliente o que está sendo entregue, e evita prestar um serviço mais complexo sem contrapartida contratual clara enquanto a transição avança até 2033.
Também é uma proteção em relação ao próprio CFC: como o contrato escrito é quem comprova os limites da responsabilidade técnica assumida, um documento desatualizado deixa uma zona cinzenta sobre até onde vai a obrigação do contador se algo sair errado numa nota rejeitada ou numa orientação mal compreendida pelo cliente.
Assinar pelo WhatsApp resolve o gargalo de fazer isso com toda a carteira
O problema raramente é redigir o aditivo — é fazer dezenas ou centenas de clientes PJ assinarem de volta em tempo hábil. Com a Assine Mais, o escritório envia o contrato ou aditivo direto para o WhatsApp de cada cliente, com validade jurídica amparada pela Medida Provisória nº 2.200-2/2001 e pela Lei nº 14.063/2020. Sem precisar imprimir, escanear ou abrir outro aplicativo, o cliente confere e assina em poucos cliques, com verificação por token, geolocalização e IP registradas — reforço de auditabilidade que serve tanto para o próprio contrato quanto para eventual fiscalização do CFC.
Para escritórios com muitos clientes pequenos, o envio em lote e os lembretes automáticos evitam que o aditivo fique parado na caixa de entrada de quem está ocupado com a própria rotina fiscal — e um painel único mostra quem já assinou e quem ainda está pendente.
Formalize o contrato contábil antes da próxima etapa da reforma
As próximas datas da reforma tributária (dezembro de 2026 e janeiro de 2027) vão exigir mais uma rodada de ajuste — e de conversa com o cliente. Ter um jeito rápido de formalizar esse contrato ou aditivo evita que o escritório continue prestando um serviço maior do que o combinado no papel.
Crie sua conta na Assine Mais e formalize o contrato de prestação de serviços contábeis com cada cliente direto pelo WhatsApp.

